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Quando existe mais de um amor, a gente sofre...
SONETO DE UM AMOR PEQUENINO
Às vezes eu penso que Deus
Se aproveita dos monstros
Para levar um pouco de alegria à vida,
Talvez sofrida, desses pequeninos.
Mas em sua grande sabedoria,
Por castigo, por certo, não permite
Aos monstros verem a alegria e a luz
Que saltam desses olhos tão meninos.
Condena-os a viver a eterna agonia
De sonhar, simplesmente, com a festa
Do riso alto e faceiro que não viu.
Com o abraço apertado que não recebeu.
A algazarra louca da qual não participou.
E, desses, a vida primeira que passou...
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Reconheço o DIVINO PRIVILÉGIO de poder admirar mulheres maravilhosas, interferir em suas vidas, fazendo parte do dia-a-dia para expressar tudo isso em versos.
Aos olhos meus e dessa pretensiosa poesia, todas se engrandecem pela sensibilidade, pela vida expressa nos olhos, pela sensualidade que exalam dos corpos que escondem mil prazeres e supõe delícias maliciosas como o Sabor do Chocolate...
A poesia perdoe o restante dos machos, não cuida da robusta inteligência e da sabedoria, apesar de considerá-las atributos indispensáveis a tornar uma mulher verdadeiramente “gostosa”.
A poesia vê o oculto, aquilo que somente é desvendado na intimidade. Numa rápida conversa despretensiosa ou naquele rápido e mágico instante em que tudo é permitido... Quando os olhos se fecham e sentimos a proximidade do paraíso... Aí, tudo pode ser dito... Todas as palavras são permitidas... Mas cuidado, só nesses incríveis segundos!
Possuímos a obrigação de ir além dos olhos. Fazer amor com a alma é a única forma conhecida. Tudo mais é devaneio... mentira...
Cuida com muito carinho tudo que foge aos olhos dos mortais.
A poesia rasga a lógica e as regras. Minha poesia presta culto à mulher, essa deusa materializada. Apodera-se dos números e de tantas contas e arrebata os corpos lançando-os na teia dos prazeres mais loucos, pecaminosos e santificados.
Os termos são claros, vividos com a intensidade das palavras ditas em orelhas quentes, biquinhos eriçados, e todos os pêlos arrepiados. Tudo permitido. Tudo consentido. Até mesmo a fantasia que lança a poesia a procurar o local preciso para depositar as palavras e......
Deusas existem em todos os lugares. Feitiços e enfeitiçados também. Propostas óbvias que fazem franzir o senho... Tornam a vida gostosa de ser vivida!
A Cor do Nordeste, ainda no prelo, destaca a mistura plena e precisa do que é necessário para um grande amor. Ela tem que ser misto de menina, mulher, santa, pecadora, amiga, amante, irmã, confidente. Mas acima de tudo, CÚMPLICE!
Livros editados:
- Em torno da sedução.
- O sabor da sedução.
- Delírios e Vontades.
- Vida de cachorro.
No prelo: A Cor do Nordeste.
Poesias serão acrescentadas paulatinamente...
O devaneio será a tônica do dia seguinte.
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| Poesias |
TODO CUIDADO é pouco ao ler as poesias a seguir, pois algumas contêm armadilhas, a exemplo de:
- TO LADY WITH LOVE (Capítulo 2),
- SESSÃO DE DESCARREGO (Capítulo 5),
- ALTA ...
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| Capítulo 1 - A Cor do Nordeste |
TEU CHEIRO COMIGO
Na penumbra, ocultos pelos vidros
quase negros, senti teu suspiro
e escutei teu peito afoito.
Com as mãos, descobri teu segredo
enquanto procuravas fugir e
<...
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| Capítulo 2 - Uma deusa do saber... |
A VOZ
Como o raio que não se crê
veio do céu o chamado
tua voz quebrou o silêncio
e a paz que reinava na ausência.
Visita.... veja.... sinta....
os mortais são afoitos
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| Capítulo 3 - De onde se ganha o pão... |
UMA NOVA LEI
Serão dias apressados, corridos
Independente de resposta pensada
Não haverá beijo nem cheiro
Tudo foi dito antes, sem cuidado
Ou medida ajustada. Só carinho.
...
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| Capítulo 4 - Amarela |
A PRIMEIRA ARMADILHA
Esse jeito muito gostoso de ser
Bicho charmoso, gata manhosa
Atrevido sorriso, redondos, brilhantes
E cheios de vida. Vida marcada.
Gostoso sonho e pesade...
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| Capítulo 5 - De onde buscamos o saber... |
UM DESEJO
Mulher de grandes concepções
venceu seu tempo que é pouco.
Cuida de tudo com carinho dobrado.
Da gente, dos bichos e das folhas!
Mulher de muitos planos pensados,
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| Capítulo 6 - Coisas sombrias do poeta... |
CHEGA DE TUDO!
Desperto de um pesadelo de há trinta anos
ainda meio trôpego e com alguma resistência.
Tantos anos a brincar de poesia mais me valeu
a agonia dos idiotas. Dos que a...
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| Capítulo 7 - Chocolate |
DEIXA
Deixa beijar teu corpo. Chupar tua língua.
Deixa beijar teu rosto. Apertar tua anca.
Deixa beijar teu ouvido. Brincar com teus peitos.
Deixa beijar teu pescoço. Acariciar te...
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| Capítulo 8 - Feitiço |
PARA QUEM QUISER SABER
Das telas que fazem rir as crianças
vem esse animal, bandido por vezes,
posto que de Jorge foi apadrinhado,
rugir, dentar e tomar conta! Cuidado.
Ganhou...
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| Capítulo 9 - Para comer, tem que ter engenho e arte |
Derlane
Com tantas mãos a bulir na máquina
deixou escapar, entre tantos risinhos,
uma memória pequena de quando menina
naquela Independência que hoje não há mais
sua vozinha m...
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| Capítulo 10 - Lua de branco |
SEM PONTO E VÍRGULA
Uma inteligência gostosa
e uma vontade de saber ainda mais
gostosa
é linda pequena cabe na mão da gente
dona de um sorriso levado
cheio de vontade
...
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| Capítulo11 - Homenagem Especial... |
Homenagem especial ao poeta Raimundo da Mota Azevedo Correia (1859/1911).
Sua poesia que a cada dia se apresenta mais atual:
"...
Quanta gente que ri, talvez consigo
Guarda um atr...
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